sábado, 10 de novembro de 2007

66 - PAVIMENTO INDUSTRIAL

Numa construção que parece um armazém, com um portão para entrar o tractor e tudo, o que se espera encontrar no pavimento?
Uma betonilha afagada pois claro!
Escolhemos - um pouco às escuras - um verdadeiro pavimento industrial. Um betão C30, composto de brita fina, areia e cimento, foi misturado na betoneira, transportado em carros de mão até à casa, nivelado e, na altura do afagamento, adicionado de um produto endurecedor cujo rótulo é bem explícito: “indicado para pavimentos sujeitos a tráfego ligeiro, tais como parques de estacionamento e caves, oficinas mecânicas, garagens, indústrias ligeiras, confecções, armazéns e cais de cargas e descargas”.
Agora mais a sério, sempre nos foi obvio que a opção sobre o tipo de pavimento deveria recair sobre uma superfície contínua sem juntas. Um espelho da superfície contínua do tecto por assim dizer. A inércia térmica de um pavimento maciço é também, para o nosso caso, vantajoso já que funciona, tal como as paredes, como acumulador de temperatura.
A massa começou a ser feita às 8h00, pelas 11h00 estava toda nivelada no sítio, às 14h00 já puxava suficientemente para começar o afagamento mas somente pelas 23h00 ficou a ponto de rebuçado. Mais uma jornada contínua a encerrar o valoroso trabalho da Socofirma!



10 comentários:

raquel disse...

Já está quase... :P

Jota disse...

Já dava para dançar no deck, agora dá também para dançar na betonilha.
Com estes cenários só falta ver o Ballet Gulbenkian a atravessar a porta do tractor no dia da inauguração do armazém.

Força!

raquel disse...

Oh Jotinha, desculpa a franqueza mas acho que desta vez não te saíste lá muito bem... Por mais que te custe, o BG foi extinto e portanto tal coisa é impossível... Agora que há muito espaço a convidar um passo de dança, ai isso há... ;)

raquel disse...

Então, já cheira a tinta?...

Anónimo disse...

Compartilha homem, vá lá!

Espiando


Esmeralda

Rui Pedro Lérias disse...

Fui lá ontem e ainda não cheira a tinta. Esteve a equipa do electricista esta semana, anda-se a envernizar o valcromato (revestimento da cozinha e casa de banho), deu-se o primário no pladur do tecto, afinam-se pequenas coisas, envernizou-se (primeira demão) o betão no exterior. Tudo pequenos trabalhos que consomem tempo mas são pouco vistosos. E o mau-humor do dono da obra - que anda stressado - não tem ajudado.

Estou certo que em breve haverá por aqui novidades!

Anónimo disse...

Perdoe, não será vontade de aí estar?

Esmeralda

João Patriarca disse...

Boa tarde, Reparei que colocaram um plástico á volta das paredes. Foi para proteger a parede da sujidade, ou da humidade do betão que pode danificar o estuque?
Como é que fica a junta entre pavimento e parede? Reparei que não tinha rodapé. Há alguma preocupação especial na colocação do plástico? Obrigado

Rui Pedro Lérias disse...

Caro João,

tanto quanto me recordo o plástico era de facto para proteger a parede de salpicos de betão, e se calhar da humidade! (pode ser que algum dos técnicos depois acrescente alguma coisa, mas acho que acertou em cheio)

A casa não tem de facto rodapé, tem as ripas de madeira que vão até ao chão, ficando um espaço de 1 a 3 milímetros entre o chão e a primeira ripa.

Quanto à colocação do plástico, tentou-se que o mesmo ficasse acima da linha do betão, para não ficar nenhuma parte presa. A linha onde terminava o plástico era bastante exacta e fazia a transição entre a parede e o chão.

De qualquer forma, eu sou só o dono, nada especialista nestas coisas. Vamos ver se consigo que o Arq. Francisco Freire também comente a sua questão.

Quico (Francisco Freire) disse...

Bravo Pedro, está tudo muito bem explicado! Só me resta acrescentar que o plástico só serviu de facto para proteger as paredes dos salpicos, e não da humidade do betão líquido. Esse problema ficou resolvido quando, previamente à aplicação do betão, retirámos a primeira ripa do tabique (o tal "rodapé" por assim dizer). Uma vez seco o pavimento, recolocou-se a ripa e "matou-se" a junta.