quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Nota Pessoal 17 - Grampos

Personal Note 17 - Clamps



O grampo é uma das ferramentas essenciais em trabalhos de carpintaria. Permitem fixar temporariamente uma peça de madeira numa posição enquanto se verifica a exactidão do trabalho, ou se aguarda que a cola seque, ou se vai, simplesmente, almoçar. E são completamente reversíveis.


E que jeitaço nos davam no dia-a-dia! Uma ferramenta que nos permitisse ganhar tempo, experimentar várias coisas de modo simultâneo, o período que quiséssemos, e mudar mais tarde sem consequências. Ou fixar algo - ou alguém - até que a cola seque.

O problema é que o grampo apenas fixa de modo temporário e não corrige. A um simples desaperto toda uma estrutura que parecia tão perfeita - se ignorássemos o trambolho do grampo e nós somos capazes de nos auto-iludir para ignorar tudo e mais alguma coisa e achar que podemos deixar o grampo ficar eternamente - cai e desfaz-se. Por outro lado, se a madeira for fixada torta nunca vai colar direita. E corrigir depois de colado é mesmo uma chatice.

O melhor é não termos ideias e deixar os grampos para a madeira. Ou só para pequenos trabalhos da vida, sem abusar, o tempo suficiente para dar um passo a trás e avaliar, honestamente, se é para colar ou simplesmente retirar o grampo e partir para outra.

Ó Francisco e Eduardo, a casa já está colada ou ainda vou a tempo de retirar o grampo?

Estou a brincar.

6 comentários:

raquel disse...

E que jeitaço nos deram para segurar uns OSB em certa noite de vendaval, quando a casa ainda era «...muito engraçada, não tinha tecto, não tinha nada...». :)

Eduardo Carvalho disse...

No computador temos o "Undo", uma verdadeira revolução ontológica. Aí na casa só com um caterpillar para reverter seja o que for!

Anónimo disse...

Esta é a única casa que eu conheço, em que as cortinas serão lavadas pelas chuvas.


Isa

Eduardo Carvalho disse...

Estive hoje na obra e vi pela primeira vez o policarbonato todo no seu sítio. Acho que resulta muito bem, vê-se a cortiça às vezes, outras as árvores, outras apenas um reflexo metálico do Sol.
Ouvi também falar sobre umas imagens em que o policarbonato aparece azul, reflexo do céu ao amanhecer.
Este é um "comentário-isco", não vá alguém desanimar de vir aqui procurar novidades.

Rui Pedro Lérias disse...

E, ao fim do dia, o pôr-do-sol torna-o mais quente, com as sombras de carvalhos a dançarem.

Mas quando o sol lhe bate com força os cidadãos de Siracusa gritam de inveja!

raquel disse...

Fo-tos! Fo-tos! Fo-tos!...

:P