terça-feira, 5 de junho de 2007

Nota Pessoal 04 - DOT-ar ou não DOT-ar, eis a questão.



O uso de madeira para estruturas – como é o caso neste obra - é quase sempre sinónimo de tratamento em auto-clave com pelo menos um insecticida e um fungicida. Tal é tido como expressamente necessário para evitar a destruição num curto espaço de tempo da madeira por insectos xilófagos e variados tipos de fungos.

Para mim, este facto representava um problema: escolhi a casa em madeira por gostar do material natural mas se era para viver num ambiente carregado de pesticidas preferia tijolo.


Tentei inteirar-me de possíveis soluções.


Percebi que havia vários gradientes para o tratamento da madeira, dependendo do tipo de uso que ia ter: imersa em água salgada; imersa em água doce; exposta às intempéries e em contacto com o solo; exposta às intempéries; protegida. Infelizmente, os tratamentos disponíveis nas serrações que consultámos não fazia de todo a distinção entre os diversos graus de exposição da madeira, adequando o tratamento. Usa-se um tratamento cokctail agressivo que se adapta a quase todo o tipo de uso. Quando li que não posso queimar a madeira tratada porque emite fumos perigosos achei que se calhar também não queria dormir rodeado desses produtos. A única alternativa apresentada nas serrações é para madeira ainda mais exposta, tratamento denominado CCA que usa arsénico, químico perigosíssimo que se acumula no ambiente e águas subterrâneas.


Tentei então procurar outro tratamento menos problemático, para a saúde e para o ambiente. E encontrei. Pelo menos na net. Trata-se do tratamento de madeira mais recente e mais usado para madeira de interior, não exposta (o meu caso), protegendo de insectos (incluindo térmitas) e fungos. Mais usado na Europa do Norte, América do Norte, Nova Zelândia, nos países que mais pensam nestas questões. É também o tratamento mais seguro para a saúde, visto o químico em questão ser hidrossolúvel e poder ser excretado pelo organismo caso entre em contacto com o mesmo. Já os insecticidas e fungicidas (lembram-se do DDT?) são muitas vezes lipossolúveis, o que significa que acumulam no organismo, com consequências imprevisíveis (se calhar deixava de ser picado por melgas...).

Pelo que percebi, o produto que encontrei referido na net não está registado em Portugal pelas autoridades competentes para ser usado na madeira. E não se adivinha quando essa aprovação seja feita. Infelizmente, isto significa que nenhuma companhia comercializa o dito químico para tratamento da madeira em Portugal.

O resultado inicial foi optar-se pelo uso de madeira de cerne de eucalipto na estrutura, por ser mais resistente a xilófagos (principalmente) e por ser uma madeira de melhor qualidade que o pinho (dura mais tempo nas condições em causa). Mas esta resistência não é absoluta. E quando encontrámos as nossas amigas térmitas à porta, voltei a considerar o uso do tratamento ainda não disponível em Portugal. “Vou buscá-lo a Espanha”, pensei.
O químico em causa chama-se DOT - disodium octaborate tetrahydrate (dissódio octaborato tetrahidratado) e tem a estrutura química Na2B8O13.4H2O . Trata-se de um minério, explorado na Califórnia e Turquia, por exemplo. Tem a forma de um pó branco. Pode também ser usado como fertilizante; é rico em boro, um micro-nutriente muitas vezes necessário em pomares ou mesmo para o crescimento comercial de eucalipto em terrenos xistosos com solos muito pobres.
 
Investiguei os mais diversos nomes comerciais para este produto para madeira mas não encontrei nenhum por cá. Fiz buscas pelo nome do químico e também não encontrei nenhum registo comercial entre nós. A solução parecia mesmo ir a Espanha. Felizmente a solução foi mais simples, a solução foi Solubor!

O que eu não percebi é que o mesmo químico, da mesma empresa, Borax – subsidiária da Rio Tinto - estava a ser comercializado entre nós como o dito adubo foliar ou para o solo com o nome Solubor (o nome que eu procurava antes era Timbor; esta ajuda preciosa foi-me dada por um técnico da Borax Espanha que contactei). É que, mesmo não sendo um químico previsto para o tratamento de madeira em Portugal, já o é para uso agrícola, inclusivé é um produto permitido, em certas dosagens, em agricultura biológica, visto ser um minério natural (o que não significaria necessariamente ser inócuo).

Na minha inocência, pensei que um químico ou estava autorizado para uso em Portugal ou não estava, que havia uma agência central que registava estes químicos e lhes dava licenças. Que o mesmo químico esteja autorizado para a agricultura mas não para tratar madeira nunca me passou pela cabeça... Felizmente, a solução estava agora à vista.
Após um primeiro revés – a empresa que representa esse produto em Portugal não o tem em estoque e só permite grandes encomendas (1200 Kg), algo que demorou cinco contactos (dois telefonemas e uma mensagem electrónica meus e dois telefonemas deles) e uma semana a descobrir – encontrei uma empresa espanhola que tem uma subsidiária em Portugal e que o distribui também por cá (vindo de lá, algo que descobri num telefonema; Portugal assim não consegue mesmo competir) e que o tem em estoque, a preço razoável (comparação net), o vende ao saco de 25 Kg e o tem em Torres Vedras. Et voilá!

Infelizmente, todas estas dificudades em obter a informação sobre a existência deste tratamento junto das serrações e empresas com auto-clave e em obter o produto, significa que não há provavelmente em Portugal madeira tratada em auto-clave com o mesmo. Isso não impede a sua aplicação, e.g. por pincelagem em obra, mas diminui imenso o nível de uso de um tratamento que, para madeira de interior em ambientes humanos, é mais seguro em termos de saúde e menos problemático ambientalmente, tendo ainda o bonús de dar à madeira alguma resistência ao fogo. Em vez disso, a madeira com o tom verde de tratamentos químicos potentes impera sem que as pessoas conheçam os riscos.

Faço votos que o tratamento com DOT se torne rapidamente aconselhado e disponível! Para mais informação, ver, por exemplo, a página em inglês da wikipédia sobre o
tratamento de madeira. Se alguém conhecer uma boa fonte de informação sobre este assunto, principalmente se for em Português, escreva-a nos comentários!

Nota posterior: após ter escrito este texto fui recebendo várias informações sobre o tema na caixa de comentários. Foi-me chamado a atenção - bem! - que afinal não encontrei o químico que queria mas um parecido que terá - talvez! - os mesmos resultados. De qualquer forma não deixem de consultar a caixa de comentários, por favor, principalente os últimos da série. Obrigado!

28 comentários:

Jota disse...

Finais do Séc. XIX, em Londres, Sherlock Holmes...
Início do Séc. XXI, na Fox, Dr. House...
2007, em Arruda-dos-Vinhos, Pedro Lérias!
Admiro a persistência, a capacidade de encontrar a agulha no palheiro. Belo achado!

Anónimo disse...

Muito Obrigada!
Li de uma ponta à outra num instante, é muito esclarecedor e útil este post. Hei-de passar por cá mais vezes. Acho que conheço aquela loja de adubos da fotografia...

Matilde Ferreira (técnica de conservação e restauro)

domingos palma disse...

Foi com grande satisfação que li o conteúdo da mensagem. estava a considerar a possibilidade de mandar vir de França (www.habitat-sain.com)sais de boro, para tratar paus e canas, para colocar na cobertura duma habitação.
Assim, verifico que é possível encontrar algo análogo em portugal, o que me deixa imensamente satisfeito.Será possível obter o contacto do estabelecimento que comercializa o produto?

Rui Pedro Lérias disse...

Caro Domingos,
eu comprei o solubor na sucursal da Ruagropec Lda em Torres Vedras. O telefone deles é 261 332 471. Sei que têm mais sucursais pelo país. Ver http://www.ruagropec.pt/.
É vendido como adubo foliar e por isso deve haver nas grandes empresas agro-químicas espalhadas pelo país.
Se não conseguir encontrar diga que tento desenterrar o contacto do distribuidor para saber por onde vendem em todo o país (tenho isso algures mas não consegui encontrar agora!).
Eles vendem, infelizmente, só sacos grandes.
Atenção que os boratos lixiviam e para material exposto à chuva têm se ser 'selados' com algum impermeabilizante.
Espero que isto ajude!

José Farinha disse...

Gostei imenso do projecto,fiquei pasmado com as soluções,mas presumo que uma obra destas, não contando com a mão de obra voluntária, ficará bem mais cara do que a tradicional casa a tijolo...óbviamente que tenho a consciência que não se podem comparar, mas quando existem limitações finançeiras, penso que o "ECO" sai bem mais caro,será?
Quanto á solução do "Solubor" tinha curiosidade em saber como é preparada a "mistela" ? antes de a aplicar na madeira.
Um amante destas coisas e um ignorante em arquitetura,José Farinha.

Rui Pedro Lérias disse...

Caro José Farinha,

A casa ficou de facto mais cara do que uma dita 'normal' mas não foram as soluções 'eco' que a encareceram mas sim o design sofisticado - grandes janelas, etc.

Quanto ao Solubor, é só juntar água! põe-se para dentro de um garrafão de cinco litros um certo peso do produto e perfaz-se com água, mistura-se e já está! Não podia ser mais simples.

Obrigado pelo seu comentário!

Pedro

João Patriarca disse...

E não dá para dizer que quantidade de SOLUBOR é necessário para cada 5 Litros?

Rui Pedro Lérias disse...

Caro João,

Com tanta conversa já me devia ter ocorrido colocar a 'receita' para o uso do produto!

Aproveitei para adicionar um link para o rótulo do Timbor que explica (em inglês como usar o produto para tratar madeira). O Timbor é igual ao Solubor.

Para tratamento preventivo da madeira deve ser feita uma aplicação de uma solução a 15% ou duas aplicações de solução a 10%.

Nos meus cálculos a diluição a 15% necessita de 180 gr de produto por cada litro de solução final, ou seja, a meio litro de água adicionar 180 gr de produto, misturar e depois perfazer até à marca de um litro. Para preparar 5 litros utilizar 900 gr de produto e perfazer até 5 litros.

Para a solução a 10 % é tudo igual mas só se usam 120 gr de produto por cada litro de solução.

Espero que tenha ajudado.

Cumprimentos,

Pedro Lérias

Amanda disse...

Podem me ajudar? Onde encontro o solubor no RJ? Ou uma distribuidora para RJ?
Obrigada

Rui Pedro Lérias disse...

Cara Amanda,
Não sei! Nós estamos em Portugal e não conheço a realidade aí no Rio de Janeiro.
O meu conselho seria procurar por nome de produto na net do Brasil. Tentar Timbor e Solubor, nomes de produtos. A empresa Borax deve ter aí representação.
Boa sorte!

Amanda disse...

Olá! Mais uma perguntinha!!!
Qual a composição química do solubor? Para ver se consigo encontrar aqui no RJ, mais facilmente.
Obrigada mais uma vez.

Rui Pedro Lérias disse...

Olá Amanda!

Veja no texto, chama-se DOT, está lá o nome mais completo em português e inglês.

Boa sorte!

Jorge Ferreira disse...

Há uns anos comprei boro líquido para tratamento de madeiras na empresa Christine e Karl Lda. Na consulta ao site www.christinekarl.com , não encontrei agora refª ao produto mas podem contactar directamente esta empresa em Portimão. Tem outras tintas ecológicas para madeiras e alvenaria.
Tenho aplicado com sucesso alguns desses produtos.

Jorge Ferreira
jferreira@agrosanus.pt

Cristina disse...

Parabens aos interessados nesta questões tão importantes à nossa vida!! Vai-me ser muito util tudo o que aqui li! ... mas como já passaram 2 anos, algo pode ter mudado.... ainda está satisfeito com o produto?
Muito obrigada
Cristina Ponticelli.

Rui Pedro Lérias disse...

Caro Jorge, com mais de um ano de atraso aqui vai o meu obrigado pela sua divulgação de um local no Algarve para compra deste produto.

Cristina, durante estes mais de dois anos a casa não aparenta ter problemas. Tanto quanto percebo a aplicação do produto foi um sucesso. Mas atenção que o produto não substitui a regra principal da conservação da madeira: manutenção de uma humidade do ar baixa. Mesmo se não tratada, a madeira que estiver seca dificilmente será atacada. Mas para já o produto parece estar a resultar. Estou satisfeito.

Espero que isto ajude!

Cristina disse...

Muito obrigada mais uma vez, vou mesmo encomendar o producto e fazer o tratamento. Será melhor aplicar à trincha embebendo bem a madeira até á saturação? (não sei se neste caso que vamos usar madeira lamelada quantas vezes se deve aplicar?..deixa-se secar completamente e depois volta-se a aplicar? (mil duvidas!!)ou será melhor construir tipo uma "banheira" para imerger cada trave uma de cada vez e deixar quanto tempo?! É gratificante fazer as coisas nós mesmos, mas as dúvidas reproduzem-se!!!

Rui Pedro Lérias disse...

Cristina, Peço desculpa pela demora na publicação do comentário e na resposta.
Nós demos duas demãos à trincha e pincelada. Idealmente seria em camara de vácuo. A ideia de embeber em banheira pode ter consequências em termos de alterar a secagem da madeira. Penso que é capaz de não ser boa ideia, ou a fazer ter cuidado e controlar bem o tempo de imersão. Num dos comentários acima descrevo como fizemos!
Obrigado,
Pedro Lérias

Mário Prata disse...

depois de ler sobre o tratamento da madeira senti algum alívio, porque isso dos tratamento toxicos estão a fazer com que os MEUS bichos levem a vantagem. Obrigado pelas dicas. JÁ AGORA ALGEM CONHECE DE ALGUM PRODUTO ( DE BAIXA TOXICIDADE) QUE POSSA APLICAR EM INTERIOR E QUE PERMITA NUTRIR A MADEIRA, NESTE CASO RIGA ?

Alexandra Tomás disse...

Pois comigo foi exactamente ao contrário, procurava informações técnicas do solubor para aplicação em vinha, que aqui favorece o vingamento do fruto, quando a percebi que é uma excelente opção para tratar a madeira!

Obrigada pela partilha.

Rui Pedro Lérias disse...

Caro Mário, desculpe a demora em publicar o seu comentário.

Para nutrir madeira existem vários produtos naturais de baixa toxicidade, como cera de abelha e óleo de linhaça. Mas não sou de todo especialista na matéria!

E obrigado nós Alexandra pelo seu comentário!

Pedro Ferro disse...

Antes demais agradeço toda a informação aqui divulgada e felicito a tenacidade e vontade em ir fundo na questão.

Há tempos atrás um amigo meu quis fazer uma vedação à volta da sua quinta e andámos a estudar tratamentos que fossem uma verdadeira alternativa ao que as estacas que normalmente se comercializam possuem. A motivação de fazer alguma pesquisa também nasceu do facto de trabalhar como engenheiro civil e pretender ter sempre estes cuidados presentes em obra.

Em resposta ao "Se alguém conhecer uma boa fonte de informação sobre este assunto, principalmente se for em Português, escreva-a nos comentários!" partilho aqui parte um mail que troquei com esse meu amigo durante essas pesquisas:

"- As estacas e o seu tratamento

Contactei a empresa Carmo depois de ler no site deles que os seus postes eram "tratados em Autoclave sob duplo vácuo e pressão com produto amigo do ambiente." e que tinham 25 anos de garantia mesmo que cravados directamente na terra.

O autoclave é um processo que basicamente retira impurezas da madeira por vácuo e depois sobre pressão impregna a madeira com um determinado produto... restava entender com o quê. O senhor da Carmo disse-me que já não utilizavam o tratamento com CCA, que foi proibido - ao que sei porque o "A" do "CCA" se refere a Arsénio!
Que ainda utilizam o "C" de cobre como fixador (daí a madeira ter muitas vezes o aspecto esverdeado) e que agora se reunia Talanith NB.

Restava saber o que era este último. Andei a pesquisar e descobri muita coisa neste link:

http://www.ipv.pt/millenium/Millenium36/8.pdf

6 páginas que descrevem como tem evoluído a preservação da madeira ao longo dos tempos. E com informações dos compostos químicos do tal Talanith que a tua Susana deve saber traduzir [Nota: a Susana é a esposa do meu amigo com formação em química]. De todas as formas sei que tem Tebucanazole de cuja descrição encontrei: "Tebuconazole nortox é um fungicida sistêmico do grupo químico triazol, caracterizado pelo mecanismo de ação denominado IBE (inibidor da biossíntese do ergosterol). Apresenta ação preventiva e curativa nos alvos biológicos abaixo indicados, os quais causam consideráveis danos à produção das culturas de alho, aveia, batata, cebola, cevada, soja e trigo.". Já na wikipedia: "Tebuconazole is a triazole fungicide used agriculturally to treat plant pathogenic fungi.". Entretanto nas fichas técnicas de alguns produtos do género encontrei: "Saúde: Produto Classe Toxicológica I (Extremamente Tóxico). Produto não irritante para a pele. Produto extremamente irritante
para os olhos. DL oral: 1.000 mg/kg (ratos) e CL inalatória: 13,37 mg/litro (ratos). 50 50
Meio ambiente: Produto Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II). Produto não tóxico para aves e praticamente não
tóxico para peixes. O produto é solúvel em água. Densidade: 0,9526 g/cm3 a 20ºC." - mas neste caso existem indicações pouco coincidentes.

Conclusão: acho que fazes bem em tentar encontrar soluções alternativas..."

Pedro Ferro
pedro.simetria@gmail.com

Rui Pedro Lérias disse...

Pois é, continua a ser uma questão muito pertinente e actual.

Muito obrigado pelo seu retorno e informação. No exterior acabei por aceitar mais facilmente as soluções convencionais (por falta de grandes alternativas). No interior é que não. Mas é bom ir vendo como progride esta questão!

Um sincero obrigado pelo seu contributo.

Pedro Lérias

Andre Correia disse...

Qual a diferença no tratamento de madeira entre borax (tetraborato de sodio - Na2B4O7·10H2O) e DOT (dissódio octaborato tetrahidratado - Na2B8O13.4H2O)?

Rui Pedro Lérias disse...

Caro André,

Não sei qual a diferença! Terá talvez a ver com as propriedades físicas das moléculas. Só sei que para tratamento da madeira é recomendado o DOT. Talvez seja a solubiliade, mas não tenho de todo ideia.

Desculpe não conseguir ajudar mais.

Rui Pedro Lérias

MADEinENGLAND disse...

Olá, também pesquisei e ainda pesquiso sobre o assunto e como questiono sempre um produto de rótulo comercial: Na foto que apresenta aparece um "SOLUBOR DF". Pesquisando encotrei http://www.barclay.ie/uk/agriculture-products/micronutrients/solubor-df e http://www.barclay.ie/media/37906/beu-bf-sdf.pdf partindo do pressuposto de foi este o produto que aplicou o mesmo é composto por 45% ácido bórico, 35% sodio tetraborato pentahidrato e 20% de pentaboro sodio octaoxido.
ou seja não tem nada de DOT-disódio Octaborato Tetrahidrato...
voltei à estaca zéro : ainda não encontrei onde adquirir Borax-DOT.

Rui Pedro Lérias disse...

Viva,
Parece que falhámos mesmo na recta final! De facto o que escreve é verdade. Custa-me a acreditar que na altura não tenha verificado o rótulo na embalagem, mas uma vez encontrado o Solubor (mas o errado) não devo ter verificado. Lembro-me que na altura havia embalagens pequenas que eu pedi para verificar os constituintes e verifiquei. Se calhar não devo ter verificado na grande. Resta-me esperar que os outros compostos de boro tenham um efeito similar. Não me apetece ver a casa comida por térmitas!
Como imagina foi um pequeno choque ler o seu comentário. Agradeço a gentileza. Não o posso ajudar na sua caça ao DOT, já percebe mais do assunto do que eu!
Abraço,
Rui Pedro Lérias

MADEinENGLAND disse...

nao stresse, nenhum dos 3 produtos é nocivo para o homem. aliás, todos os 3 são usados em medicina ou em produtos que usamos regularmente, embora diluidos. Eu começo a achar (opinião pessoal) que, para o efeito do tratamento de madeiras, que o borax tradicional produz o mesmo efeito que o DOT.

MADEinENGLAND disse...

olá, vou encerrar a minha investigação por 3 razões: uma é o tempo que me ocupa, outra é que não encontro DOT na Europa e a final prende-se com o seguinte documento que partilho consigo e todos os interessados http://www.bambubrasileiro.com/arquivos/DEV.pdf onde (ver pag. 27) é recomendada uma mistura de Borax com ácido bórico e no final referem que esta mistura é equivalente ao DOT.
melhores cumprimentos